
Fim do câmbio manual ganha destaque no mercado automobilístico mundial, conforme aponta levantamento conduzido pela equipe M1 Numbers. O estudo revela a rápida diminuição da oferta de veículos equipados com transmissão manual, especialmente entre os principais fabricantes globais.
A queda do câmbio manual nas montadoras
Segundo dados apresentados pela apuração, fabricantes tradicionais vêm reduzindo de forma acelerada o catálogo de modelos com câmbio manual. Marcas como Fiat, Chevrolet, Volkswagen, Renault, Toyota e Nissan apresentam um portfólio cada vez mais restrito com essa configuração, indicando uma mudança significativa nas tendências de consumo e de desenvolvimento tecnológico no setor automotivo.
A reportagem destaca que, atualmente, o câmbio manual está presente em apenas oito modelos da Fiat, como Argo, Cronos e Mobi. No caso da Chevrolet, somente os modelos Onix, Onix Plus, Montana, S10 e Tracker mantêm a opção manual no line-up brasileiro. A Renault oferece câmbio manual nos veículos Kwid, Sandero, Logan, Stepway e Oroch, enquanto a Volkswagen lista apenas Polo, Polo Track e Saveiro equipados com essa transmissão.
Avanço dos automáticos e motivos da mudança
De acordo com o levantamento, o principal fator para a redução dos câmbios manuais é o aumento expressivo da preferência dos consumidores por transmissões automáticas, cujas vendas já representam parcela majoritária no setor automotivo nacional. Além disso, inovações tecnológicas, como a popularização dos câmbios automáticos convencionais, automatizados, CVT e de dupla embreagem, favoreceram essa transição.
Outro motivo apontado é a evolução dos motores e sistemas eletrônicos, que permitiu novos patamares de eficiência nas transmissões automáticas, reduzindo o consumo de combustível e melhorando a experiência ao volante, especialmente no trânsito urbano. O câmbio manual, conforme registrado, acaba restrito aos modelos mais básicos ou voltados para frotistas.
Poucas exceções e perspectiva futura
A matéria ressalta ainda que alguns veículos esportivos ou de nicho mantêm a oferta de câmbio manual, mas essas exceções têm se tornado raríssimas. Entre as marcas que ainda incluem essa opção em modelos mais caros, estão a Toyota, com o Corolla, e a Nissan, com a picape Frontier. Contudo, o movimento de retirada do câmbio manual é generalizado e abrange também fabricantes de veículos comerciais leves.
O cenário apresentado indica que a tendência é de extinção do câmbio manual em curto e médio prazo, com a consolidação dos automáticos em praticamente todos os segmentos. Especialistas citados na reportagem avaliam que, futuramente, a transmissão manual pode permanecer apenas em edições especiais ou em mercados muito específicos.
Fonte: Motor1.com