Esquema

Fraude nos combustíveis: como identificar gasolina e etanol adulterados

A Operação Carbono Oculto, segundo as autoridades, garantiu o bloqueio de mais de R$ 1 bilhão em bens dos envolvidos, incluindo imóveis e veículos.

Um motorista preocupado aponta para a bomba de combustível enquanto um frentista o engana.

Motorista frustrado observa bomba, enquanto frentista aplica golpe. Uma cena cotidiana de fraude em postos.

Fraude nos combustíveis é tema de uma das maiores operações já realizadas no país, lançando luz sobre a atuação de organizações criminosas, destacadamente a facção Primeiro Comando da Capital (PCC), em esquemas bilionários de adulteração de gasolina e etanol, além de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

Esquema bilionário no setor de combustíveis

Na manhã de 28 de agosto de 2025, uma força-tarefa nacional composta por cerca de 1.400 agentes deflagrou a Operação Carbono Oculto, reunindo diversos órgãos de fiscalização para desarticular a maior fraude já registrada no setor de combustíveis do Brasil. A ação, unindo três operações distintas, mobilizou mandados de busca, apreensão e prisão em oito estados: São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

De acordo com a investigação, o grupo criminoso comandado pelo PCC promovia a importação irregular de produtos químicos, como metanol e nafta, para a adulteração de combustíveis em postos de bandeira branca e controlados pelo crime organizado. O esquema foi responsável por sonegar mais de R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais, atingindo toda a cadeia de produção e distribuição no país.

Fraudes em escala nacional

Os investigadores identificaram irregularidades que impactam diretamente o consumidor: foram verificadas fraudes tanto na quantidade quanto na qualidade do combustível fornecido. Em vários postos investigados, motoristas pagavam por volumes inferiores aos informados nas bombas e também recebiam gasolina e etanol adulterados, fora das especificações técnicas exigidas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Segundo dados oficiais, mais de 300 postos foram confirmadamente identificados com participação no esquema, mas entidades do setor estimam que o impacto pode chegar a aproximadamente 2.500 estabelecimentos apenas no estado de São Paulo, ou cerca de 30% do total local. As fraudes se estenderam ao uso de documentação falsa para transporte de insumos, à lavagem de dinheiro por meio de fintechs, fundos de investimento, lojas de conveniência e padarias ligadas aos postos.

Como identificar gasolina e etanol adulterados

A matéria alerta para os riscos enfrentados por consumidores que abastecem em postos envolvidos no esquema. Os principais sinais de que o combustível pode estar adulterado incluem aumento do consumo, perda de potência do motor, falhas na partida e danos a componentes do veículo. Além disso, o consumidor tem direito a exigir o teste de qualidade no momento do abastecimento, conforme regulamentação da ANP.

Ao suspeitar de irregularidades, a orientação direta é procurar o órgão de proteção ao consumidor ou acionar a ANP, que realiza fiscalizações e pode aplicar sanções. A principal recomendação é priorizar postos de confiança e observar sempre a procedência dos combustíveis oferecidos.

Impacto econômico e combate ao crime

O esquema desmantelado revela não apenas prejuízos bilionários para os cofres públicos, mas também danos à sociedade, à economia e ao meio ambiente. O Ministério Público de São Paulo aponta que integrantes do PCC, juntamente a outros braços do crime organizado, respondem por crimes de adulteração de combustíveis, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, crimes ambientais e estelionato.

A Operação Carbono Oculto, segundo as autoridades, garantiu o bloqueio de mais de R$ 1 bilhão em bens dos envolvidos, incluindo imóveis e veículos. O setor de combustíveis permanece sob forte vigilância, e consumidores são orientados a redobrar a atenção diante de possíveis sinais de fraude ao abastecer seus veículos.

Fonte: G1

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