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Renault negocia parceria com Chery para produção de veículos na América do Sul

A estratégia da Renault reflete a busca contínua pela redução de custos e ampliação de portfólio através de alianças com fabricantes chinesas.

Renault negocia parceria com Chery para produção de veículos na América do Sul

São José dos Pinhais, PR - 26.08.2020: Nova Linha de robôs instalado na carroceria para a produção do Duster Oroch na CVU. Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem.

A Renault está em negociações avançadas com a Chery para estabelecer uma parceria estratégica na produção de veículos na América do Sul. As conversas, que começaram ainda na gestão de Luca de Meo, ex-CEO da Renault que deixou o cargo em junho de 2025, incluem planos para Argentina e Colômbia, onde a Chery teria acesso às fábricas da fabricante francesa em troca do investimento e do design do produto.

Este movimento segue o mesmo modelo bem-sucedido da parceria com a Geely, anunciada anteriormente, que envolve o compartilhamento da fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná. Segundo fontes familiarizadas com as negociações, a proposta entre Renault e Chery representa uma estratégia da francesa para otimizar sua estrutura produtiva e comercial na região.

Operações na Colômbia

Na Colômbia, a Chery poderia utilizar a fábrica da Renault em Envigado para produzir carros a combustão. A maioria dos veículos seria comercializada sob a marca Renault, enquanto o restante seria vendido com a marca chinesa. Este modelo permitiria à Renault ampliar seu portfólio de produtos com investimento reduzido da francesa.

Planos para a Argentina

Os planos para a Argentina são mais ambiciosos. Na unidade da Renault em Córdoba, conhecida também como Santa Isabel, o projeto seria fabricar picapes híbridas plug-in. Neste caso, a Renault exerceria o papel de distribuidora geral dos veículos, modelo similar ao adotado com a Geely no mercado brasileiro.

A chegada da Chery à fábrica argentina seria particularmente vantajosa para a Renault, visto que a planta aumentou sua capacidade ociosa com a saída da Nissan, que produzia a Frontier ao lado da Renault Alaskan. A parceria traria modernização à unidade e ajudaria a preencher o espaço livre na linha de montagem.

Status das Negociações

De acordo com informações da agência Bloomberg, as negociações estão em andamento, mas nada foi fechado até o momento. A parceria com a Geely no Brasil não seria afetada por um eventual acordo com a Chery. Fabrice Cambolive, chefe global de crescimento da Renault, confirmou que a empresa está em busca de novas aliadas e considera a Chery uma das principais candidatas para expansão na região.

Ainda não se sabe se uma eventual parceria com a Chery incluirá o desenvolvimento conjunto de veículos, motores ou plataformas — algo que já acontece na colaboração com a Geely.

Contexto Estratégico

A Chery é, de acordo com a Frost & Sullivan, a principal marca de exportação de automóveis da China, com ampla experiência em trabalhar com empresas ocidentais, como Jaguar e Land Rover. No Brasil, maior mercado da região, a Chery mantém parceria com o Grupo Caoa, que produz utilitários esportivos em Anápolis, Goiás.

A estratégia da Renault reflete a busca contínua pela redução de custos e ampliação de portfólio através de alianças com fabricantes chinesas. Procuradas pela Bloomberg, nenhuma das empresas quis comentar oficialmente sobre as negociações, mantendo a discrição sobre os detalhes das conversas em andamento.

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