Evolução

Salão de Pequim: carros chineses já dirigem quase sozinhos nas cidades com tecnologia NOA

O cenário apresentado no Salão de Pequim mostra que os carros chineses semiautônomos já oferecem uma experiência de condução em que o veículo é capaz de realizar grande parte das tarefas sozinho em trajetos urbanos.

painel, carro

Foto: Pixabay/Ilustrativa

No Salão de Pequim, a reportagem do g1 mostrou que os carros chineses já dirigem quase sozinhos nas cidades, graças a sistemas de assistência à condução cada vez mais avançados. A China ainda não permite a circulação de carros totalmente autônomos, mas as montadoras do país vêm testando e adotando recursos muito próximos dessa proposta, especialmente em áreas urbanas.

O g1 testou um carro semiautônomo chinês em um percurso totalmente urbano na cidade de Baoding, a cerca de 180 quilômetros de Pequim. Durante o teste, o veículo utilizou um conjunto de tecnologias que permitem realizar diversas tarefas de forma quase independente, exigindo, porém, que o motorista mantenha as mãos no volante.

Como funciona o sistema NOA nos carros chineses

A tecnologia apresentada no Salão de Pequim é chamada de NOA, sigla em inglês para “navegação em piloto automático”. Segundo o g1, testes com o sistema já são realizados em algumas cidades chinesas, como Pequim, Xangai, Shenzhen e Wuhan.

As montadoras chinesas — inclusive aquelas que já vendem carros no Brasil — vêm deixando os sistemas de assistência à direção cada vez mais completos e atuantes. Ainda assim, o motorista precisa manter as mãos no volante, mesmo que não aplique força sobre ele. O NOA é descrito como um recurso semiautônomo, que depende da supervisão constante de quem está ao volante.

Recursos necessários para o NOA operar nas cidades

Para funcionar de forma precisa e confiável em vias urbanas, o NOA utiliza uma combinação de sensores, conexão de dados e mapas específicos. De acordo com a reportagem, entre os principais fatores que permitem a operação do sistema estão:

Conexão do carro à internet móvel, seja por 4G ou 5G;
– Sistema de mapas com posicionamento por satélite, utilizando o sistema chinês BeiDou;
Radares e sensores a laser (LiDAR), responsáveis por identificar a posição dos veículos ao redor.

O NOA também depende de mapas mais detalhados das vias, conexão constante com a internet, câmeras e radares extras atentos a tudo que acontece ao redor do carro. Mesmo com essa infraestrutura tecnológica, o sistema exige um motorista atento e com as mãos no volante, pronto para assumir o controle quando necessário.

Carros chineses quase autônomos nas cidades

A reportagem do g1 destaca que, embora a China ainda não permita a circulação de carros totalmente autônomos, como acontece em algumas regiões dos Estados Unidos, o avanço dos sistemas de assistência à condução no país é acelerado. As montadoras já oferecem funcionalidades que aproximam os veículos de uma condução quase independente em ambientes urbanos.

Esses carros semiautônomos são capazes de executar uma série de tarefas com intervenção mínima do motorista, desde que as condições de conectividade, mapeamento e sensoriamento sejam atendidas. Ao longo do teste em Baoding, o veículo demonstrou como essa combinação de tecnologia embarcada e infraestrutura digital permite que o carro dirija quase sozinho nas cidades, ainda que dentro dos limites regulatórios atuais da China.

Limitações e exigência de supervisão do motorista

Apesar do nível elevado de automação, o sistema NOA não elimina a responsabilidade do condutor. O g1 ressalta que o motorista precisa permanecer atento e manter as mãos no volante, mesmo quando o carro está executando manobras de forma autônoma. O sistema depende de supervisão humana contínua e não é classificado como totalmente autônomo.

O funcionamento adequado também está diretamente ligado à qualidade dos mapas hiperdetalhados, da conexão à internet móvel e do conjunto de radares, câmeras e sensores a laser. Sem esses elementos, a capacidade do carro de dirigir quase sozinho nas cidades é limitada, reforçando a necessidade da participação ativa do motorista.

Em síntese, o cenário apresentado no Salão de Pequim mostra que os carros chineses semiautônomos já oferecem uma experiência de condução em que o veículo é capaz de realizar grande parte das tarefas sozinho em trajetos urbanos, mas ainda com claras exigências de monitoramento e intervenção humana.

Fonte: g1 – Carros

 

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