
A BYD registrou no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) a versão híbrida do seu sedã de sucesso no Brasil, o Seal, que atualmente é vendido exclusivamente como veículo 100% elétrico (BEV). Essa movimentação indica os planos da montadora chinesa para trazer ao mercado brasileiro um modelo com autonomia absurda de até 2.000 km, superando amplamente o homônimo elétrico em eficiência energética.
Desempenho do Seal híbrido registrado
Diferente da versão elétrica, que acelera de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos com 531 cv, o Seal híbrido completa o mesmo trajeto em 7,9 segundos. O conjunto mecânico é composto por um motor 1.5 aspirado a gasolina de 99 cv e 12,8 kgf.m de torque, aliado a um propulsor elétrico de 161 cv e 21,4 kgf.m de torque[1]. Essa configuração híbrida plug-in prioriza a economia em detrimento da potência bruta, posicionando o sedã como opção para quem busca longas distâncias sem recargas frequentes.
A grande atração do modelo é sua autonomia gigante, alcançada graças à bateria Blade de 15,87 kWh. De acordo com dados do INPI e do ciclo chinês, o sedan híbrido pode rodar até 2.000 km sem recarga, equivalendo a um consumo médio de 26,3 km/l. Vale notar que o ciclo chinês é menos exigente que o PBEV do Inmetro, o que pode ajustar esses números no Brasil.
Diferenças dimensionais entre as versões Seal EV e híbrida
O Seal 100% elétrico mede 4,80 m de comprimento, 1,87 m de largura, 1,46 m de altura e 2,92 m de entre-eixos. Já a versão DM-i híbrida, registrada recentemente, tem dimensões ligeiramente distintas: 4,78 m de comprimento, 1,83 m de largura, 1,51 m de altura e 2,71 m de entre-eixos. Essas variações refletem adaptações para o sistema híbrido, incluindo espaço para o tanque de combustível e componentes adicionais.
Embora o registro no INPI seja o primeiro passo formal, o modelo já circula em testes no Brasil, reforçando a intenção da BYD de lançá-lo por aqui. Na China, variantes como o Seal 07 DM-i utilizam a quinta geração do sistema híbrido, com opções de motor 1.5 de 100 cv combinado a elétrico de até 217 cv, autonomia elétrica de até 125 km e consumo de 29,4 km/l no ciclo local[4]. Outros sedãs híbridos da BYD, como o Qin Plus e Qin L, também foram registrados ou flagrados, com autonomias semelhantes de 2.100 km e consumos de até 34,5 km/l ou 36 km/l, usando baterias de 10,8 kWh a 15,8 kWh.
O mercado automotivo brasileiro ganha com essa expansão da BYD, que já posiciona o Seal EV como o terceiro sedã médio mais vendido, à frente até do Volkswagen Jetta. A chegada do híbrido pode ampliar o apelo da marca, especialmente para consumidores preocupados com carros elétricos e sustentabilidade, oferecendo flexibilidade entre eletricidade e gasolina. Internamente, espera-se acabamento similar aos modelos atuais, com multimídia de grandes dimensões e painéis digitais.
Com o registro confirmado e testes em andamento, o BYD Seal híbrido surge como forte concorrente no segmento de sedãs médios, combinando tecnologia avançada da bateria Blade com praticidade para o dia a dia brasileiro. A BYD demonstra estratégia agressiva de lançamentos e novidades, reforçando sua liderança em tecnologia e inovações no setor automotivo.
Fonte: Canaltech