História

Toyota Hilux: fama de imparável nos cinemas e campos de batalha

A Hilux, picape icônica da Toyota, conhecida por sua robustez, brilhou em filmes como De Volta para o Futuro e protagonizou a 'Guerra dos Toyotas' entre Líbia e Chade.

Toyota Hilux: fama de imparável nos cinemas e campos de batalha

A Toyota Hilux conquistou fama mundial por sua robustez e versatilidade, aparecendo em filmes, programas de TV e até em conflitos armados. Lançada em março de 1968, a picape estreou com um motor de 70 cv e 1.5 litro, chassi separado, suspensão dianteira de molas triangulares e traseira rígida de eixo/mola. Sua transmissão era manual de quatro velocidades, acomodando até três passageiros e carga de até 1.000 kg.

Em 1971, evoluiu para um motor 1.6 litro de 83 cavalos, alcançando velocidade máxima de 130 km/h. A segunda geração, de 1972, trouxe visual mais moderno. Na quarta geração, em 1984, adotou motores com injeção eletrônica e turbo a gasolina de 135 cavalos, substituído em 1988 por um V6 de 3.0 litros. A quinta geração, lançada no fim dos anos 1980 e até 1997, conciliou potência, robustez e conforto, sendo protagonista no Brasil.

Toyota Hilux nos Cinemas e Cultura Pop

No cinema, a Toyota Hilux ganhou destaque em De volta para o futuro, onde era o carro dos sonhos de Marty McFly: uma Hilux 4×4 customizada, enquanto o DeLorean DMC-12 era a estrela principal. Sua aparição reforçou a imagem de veículo dos sonhos, ao lado de sua robustez nas vendas. O nome Hilux vem da junção de High (alto) e Luxury (luxo).

A picape também foi apelidada de Gyoza e até clonada pela Volkswagen. Sua presença em programas de TV e filmes a transformou em ícone cultural, destacando sua capacidade em terrenos difíceis.

Sucesso nos Campos de Batalha: A ‘Guerra dos Toyotas’

A Hilux é o principal veículo usado por grupos terroristas ou rebeldes em confrontos armados, visível em vídeos e imagens com a marca Toyota na caçamba. Seu uso militar remonta à herança do Land Cruiser, desenvolvido em 1950 para forças de reserva da polícia nacional do Japão. A Toyota apresentou o Toyota BJ, um pequeno caminhão com motor de seis cilindros em linha de 3.4 litros e 75 cavalos. Em 1953, começou a produção em série do Land Cruiser, adotado por agências governamentais e empresas de energia em 1954.

A fase mais icônica foi a ‘Guerra dos Toyotas’, apelido da fase final do confronto entre Líbia e Chade, de janeiro de 1978 a 11 de setembro de 1987. A ‘Guerra dos Toyotas’ iniciou em dezembro de 1986 até o cessar-fogo em 1987. As tropas chadianas usaram Hilux e Land Cruisers para transporte, modificados com canhões antiaéreos, metralhadoras e artilharia leve. Essas picapes eram rápidas, leves para evitar minas terrestres e superaram tanques líbios.

Os chadianos, sob liderança de Hissène Habré, destruíram uma brigada blindada líbia, resultando em cerca de 800 líbios mortos e muitos tanques perdidos. Em um contra-ataque, recapturaram Ouadi el-Djoum com facilidade, navegando terrenos desafiadores e fogo de helicópteros. O Chade teve uma proporção de um soldado para cada oito tropas líbias, berço do uso de Toyota Hilux e Land Cruisers em guerras não convencionais em países subdesenvolvidos.

História no Brasil e Produção Regional

As primeiras Hilux chegaram ao Brasil em 1992, importadas do Japão, coincidindo com a abertura do mercado. A Toyota vendeu cerca de 400 unidades naquele ano. As vendas cresceram: 920 em 1993, 1.279 em 1994 e 2.804 em 1995. Isso levou à produção na Argentina em 1998. O Brasil, primeiro país com fábrica Toyota fora do Japão, viu Land Cruisers J20 em 1958.

O Exército Brasileiro usa a Hilux de quatro portas com motor 2.5 litros, configuração básica. Hoje, gerações como a oitava incluem opções como gasolina com 234 cavalos e 38,3 kgfm de torque, com câmbio automático de seis marchas e tração 4×4. Apenas 420 unidades foram para o Brasil em uma versão topo.

A Toyota Hilux continua como símbolo de durabilidade, dos cinemas aos campos de batalha, comprovando sua fama de imparável.

Fonte: Quatro Rodas 

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