
A Hyundai vai promover uma mudança importante nas versões equipadas com motor 1.0 turbo de HB20, HB20S e Creta. Esses modelos terão a potência máxima reduzida para se alinhar ao novo Hyundai i20 1.0 turbo, que foi lançado com 115 cv e se enquadra em uma faixa de IPI mais vantajosa.
Apesar de a linha 2026/2027 já estar disponível nas concessionárias, as versões com motor 1.0 turbo do trio Hyundai ainda passarão por ajuste. A estratégia é reduzir a potência de até 120 cv com etanol para os mesmos 115 cv com gasolina e etanol, repetindo o parâmetro estabelecido no i20.
Estratégia de redução de potência para enquadramento no IPI
A novidade chegará às concessionárias até o fim do terceiro trimestre deste ano. O objetivo é claro: escapar dos 0,75 pontos percentuais adicionais no IPI sobre a alíquota base de 6,3% aplicável aos modelos que ultrapassam o limite de potência previsto.
Essa limitação está diretamente relacionada a faixas específicas de potência. A regra considera um teto de 115,6 cv, valor que, em termos comerciais, é arredondado para 115 cv. Acima dessa potência, há acréscimo de 0,75 ponto percentual, podendo chegar até 3 pontos percentuais para veículos com potência entre 179,5 e 224,4 cv.
Com isso, o motor 1.0 turbo com câmbio automático de 6 marchas, que hoje entrega 115 cv ou 120 cv conforme versão e combustível, passará a oferecer 115 cv em todas as configurações, mantendo-se dentro da faixa mais baixa de tributação.
Impacto no desempenho dos modelos Hyundai 1.0 turbo
Apesar da redução na potência máxima, o torque continuará o mesmo. O motor 1.0 turbo dos modelos Hyundai manterá 17,5 kgfm de torque, o que, de acordo com a publicação, “de fato não afeta a dirigibilidade diária” dos veículos.
Movimento semelhante já foi adotado por outras montadoras no Brasil. Chevrolet e Volkswagen são citadas como exemplos de marcas que reduziram potência de motores para adequar seus produtos a faixas de IPI mais vantajosas, sem provocar grandes mudanças na experiência de condução.
Modelos como Chevrolet Tracker, Onix e Sonic, além dos Volkswagen Polo e Tera, passaram por processos parecidos de ajuste de potência para otimização tributária.
Relação entre potência, IPI e preço final
A decisão da Hyundai de reduzir a potência dos motores 1.0 turbo de HB20, HB20S e Creta está diretamente ligada ao impacto do IPI no preço final dos veículos. Ao se manterem abaixo do limite de 115,6 cv, os modelos evitam o adicional de 0,75 ponto percentual sobre a alíquota de 6,3%, o que ajuda a conter os custos para o consumidor final.
Essa adequação segue a mesma lógica aplicada ao Hyundai i20 1.0 turbo, que estreou com 115 cv. Assim, toda a gama equipada com o motor 1.0 turbo da família passa a operar dentro de um mesmo patamar de potência, alinhado às exigências tributárias atuais.
Consistência na configuração do motor 1.0 turbo Hyundai
A mudança concentra-se na potência máxima declarada, sem alteração no torque do motor 1.0 turbo com câmbio automático de 6 marchas. Com 115 cv e 17,5 kgfm, a configuração busca equilibrar a exigência fiscal com a manutenção da dirigibilidade que já caracteriza HB20, HB20S e Creta 1.0 turbo.
Ao adotar a mesma calibração de potência do i20, a Hyundai padroniza o desempenho de seus modelos 1.0 turbo em diferentes segmentos, enquanto tira proveito da estrutura de IPI vigente para reduzir a carga tributária. Segundo o texto, isso permite que a marca se mantenha competitiva no mercado, oferecendo produtos com motor turbo dentro de uma faixa de potência estrategicamente definida.
Fonte: Motor1.com