
O mercado automóvel brasileiro tem apresentado uma crescente diversidade de terminologias para designar diferentes tecnologias de propulsão híbrida e elétrica. Compreender as diferenças entre super híbrido, ultra híbrido e híbrido tornou-se essencial para consumidores que desejam escolher adequadamente seu próximo veículo.
O que é um híbrido convencional?
Um carro híbrido é definido pela combinação entre um motor a combustão que possui assistência ou trabalha em conjunto com um motor elétrico. Neste sistema, ambos os motores trabalham de forma integrada para movimentar o veículo, oferecendo maior eficiência energética em relação aos veículos movidos apenas por combustível fóssil.
Super híbrido: a nova classificação brasileira
O termo super híbrido é uma classificação relativamente recente no mercado brasileiro. Segundo informações do setor, esse termo foi utilizado pela primeira vez no Brasil pela BYD, através de seus carros equipados com o sistema DM-i, como os modelos Song e King. Além da BYD, a denominação também é empregada pelos fabricantes Jetour e Omoda em nível global, representando a sigla “SHS”, e pela Geely, com o modelo EX5 EM-i.
Na prática, porém, todos esses veículos classificados como super híbridos funcionam como carros híbridos plug-in. Eles possuem o motor a combustão combinado a um câmbio com um ou mais motores elétricos integrados a ele, permitindo que o veículo seja carregado por fontes externas de energia.
Ultra híbrido: a tecnologia REEV
O termo ultra híbrido é uma terminologia ainda mais recente no mercado automotivo. No Brasil, essa designação é utilizada exclusivamente pelo Leapmotor C10 REEV. Este SUV representa o que pode ser chamado, tecnicamente, de elétrico com autonomia estendida (EREV).
A principal diferença do sistema REEV em relação aos demais híbridos está no funcionamento do motor a combustão. Neste caso, a força do motor a gasolina nunca chega às rodas do veículo. Apenas o motor elétrico move o carro, enquanto o motor a combustão permanece dedicado exclusivamente a acionar um gerador.
Essa configuração oferece uma vantagem significativa em termos de eficiência. O motor a gasolina pode trabalhar sempre nos seus regimes de maior eficiência, mantendo constante o seu regime de rotação, enquanto alimenta diretamente o motor elétrico e acumula a sobra de energia em uma bateria. Como a força do motor a gasolina não chega às rodas, não há necessidade de câmbio tradicional neste tipo de veículo.
Entendendo a terminologia do mercado
A proliferação de termos como super híbrido, ultra híbrido e híbrido reflete a evolução contínua das tecnologias de propulsão e as estratégias de marketing dos fabricantes. Enquanto a terminologia pode variar entre marcas e regiões, a compreensão técnica dos sistemas permanece consistente: um veículo é híbrido quando o motor a combustão possui assistência ou trabalha em conjunto com um motor elétrico.
Para o consumidor brasileiro, reconhecer essas diferenças é fundamental na hora de fazer uma compra informada, considerando não apenas a nomenclatura comercial, mas também o funcionamento real do sistema de propulsão e seus benefícios em termos de eficiência energética e desempenho.