
Dacia Striker é o novo SUV cupê médio apresentado pela divisão de baixo custo da Renault, posicionado acima do Duster e baseado na plataforma modular CMF-B, a mesma do Renault Boreal brasileiro. Com caimento acentuado do teto na traseira, o modelo combina o porte e espaço interno de peruas médias com a suspensão elevada de um SUV, preparando a Dacia para a tendência de SUVs cupês médios na indústria automotiva.
O Dacia Striker mede 4,62 m de comprimento, sendo 6 cm mais longo que o Boreal e 5 cm maior que o Bigster, com silhueta alongada e aerodinâmica para reduzir o arrasto e melhorar a eficiência em altas velocidades. Sua dianteira verticalizada integra faróis com a nova assinatura luminosa diurna da marca romena, enquanto a traseira apresenta conjunto óptico vertical interligado por uma régua preta brilhante com textura técnica, conferindo visual sólido. O design externo difere significativamente do Duster e Bigster, exibindo linhas dinâmicas e assertivas.
Plataforma compartilhada e potencial no Brasil
Concebido sobre a plataforma CMF-B, o Dacia Striker compartilha arquitetura com modelos brasileiros como Kardian, Boreal e a futura picape Niagara, lançada em 2026. Essa modularidade permite conjuntos mecânicos eletrificados, incluindo versões híbridas convencionais e topo de linha Hybrid 4×4, com motor elétrico no eixo traseiro para tração integral. Há ainda opção movida a GLP, voltada para frotistas pelo baixo custo de manutenção.
Motivos e dados de desempenho permanecem em sigilo até o lançamento oficial em junho de 2026, quando detalhes como dimensões completas, central multimídia, acabamento interno e pacotes de ADAS (assistências avançadas à direção) serão revelados. Especula-se o uso do motor híbrido 1.8 self-charging de 155 cv, presente no Duster e Bigster, com aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 10 segundos e consumo acima de 60 mpg. O interior segue confidencial.
Preço acessível e ambição no segmento C
Com preço estimado em 25.000 euros – cerca de R$ 150.000 no câmbio atual, sem impostos –, o Dacia Striker mira acessibilidade na mobilidade eletrificada no segmento C europeu. Diferente dos primeiros modelos Dacia básicos, espera-se equipamentos como sistema multimídia com integração de smartphone e suíte de segurança ADAS em todas as versões, eliminando níveis de acabamento espartanos.
O nome Striker evoca “atacar” ou “acertar o alvo”, refletindo robustez, versatilidade e o espírito desafiador da Dacia, como derrubar pinos no boliche. Ele complementa o Bigster na linha C, formando um duo essencial para fortalecer a presença da marca. No Brasil, onde a Renault estuda um SUV cupê, o Dacia Striker pode inspirar design e mecânica locais. Disponível no início de 2027 em alguns mercados, o modelo une dinamismo de station wagon, praticidade de hatch espaçoso e vão livre de SUV.
A apresentação reforça a ofensiva da Dacia no segmento C com multienergia, priorizando engenharia pragmática para necessidades reais de clientes, como aerodinâmica eficiente e usabilidade cotidiana. Assim, o Dacia Striker posiciona-se como companheiro ideal de viagens, acessível tanto para varejo quanto frotas.
Fonte: Quatro Rodas